Para uma educação inventiva: a circulação de palavras e grupos de análise dos processos de escolha como afirmação de potência

Flavia de Abreu Lisboa, Thiago Colmenero Cunha, Pedro Paulo Gastalho de Bicalho

Resumen


Este manuscrito se propõe a problematizar a concepção tradicional de  educação, cristalizada em práticas verticais, nas quais o conhecimento é acabado e rígido. Deste modo o professor, detentor de saber, transmite o conhecimento ao aluno. No que se refere à Psicologia, esta concepção de educação se sustenta em un modelo de cognição por representação, na qual o sujeito se insere no mundo através da reprodução e adaptação ao que o rodeia. Parte-se de outra concepção de educação, onde o estudante en lugar de somente receber informações, está implicado em um processo crítico e de criação. Afirma-se uma nova perspectiva de cognição pautada na invenção. Tal questionamento emerge com um projeto de extensão universitária, no qual se busca a construção de un espaço de discussão com os estudantes, apostando no grupo e no diálogo como um entrecruzamento de forças que possibilita a problematização e o estranhamento de referências consideradas até então como naturais, afirmando a importância da construção coletiva da sociedade a partir da responsabilização dos atores que a compõem.

PALAVRAS-CHAVE. Psicologia; Tecnologia Educacional; Psicologia Educacional; Jovens.

Doi: 10.21703/rexe.20181733fabreu10


Texto completo:

PDF

Referencias


Alves, R. (2009). Vestíbulo de Coisa Nenhuma. In. Estórias para quem gosta de ensinar. Editora Papirus, 12ªedição.

Alves, R. (2010). A alegria de ensinar. Editora Papirus, 14ªedição.

Barbosa, R. B., y Bicalho, P.P.G. (2014). O modo indivíduo nas políticas públicas sobre drogas no Brasil e as encomendas endereçadas à Psicologia. Polis e Psique, 4, 230-249.

Barros, L. P., y Katrup, V. (2010). Cartografar é acompanhar processos. In: Passos, E.; Kastrup, V.; Escóssia, L. (Orgs.) Pistas do método da cartografia: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina.

Barros, R. B. (2007). Grupo: a afirmação de um simulacro. Porto Alegre: Sulina.

Bartalini, C. P. B., Kauffman, N., y Bicalho, P. P. G.
 (2010). A Prática de ‘Orientar Vocações’ e os Sentidos Atuais do Trabalho. Liinc em Revista, 6, 128 - 141.

Bicalho, P. P. G., Vieira, L. S. M., y Cunha, T.C.
 (2015). Das múltiplas marés na Maré: por um processo de desterritorialização a partir da Análise do Vocacional. In Psicologia, tecnologia e sociedade: controvérsias metodológicas e conceituais para uma análise das práticas de subjetivação. Rio de Janeiro : Nau, p. 513-535.


Câmara, R. (2015). Juventude Negra e Socioeducação. Aú. 1, 1, 43-47.

Castro A.C., Lisboa, F.A., y Carvalho, A.G. (2012) Dos processos de singularização e autonomia à cidadania: a prática política do diálogo. In: Experiências em Psicologia e Políticas Públicas. Rio de Janeiro, CRP 05.

Coimbra, C. C., Bocco, F., y Nascimento, M. L. (2005). Subvertendo o conceito de adolescência. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 57(1), 2-11.

Coimbra, C., y Nascimento, M.L. (2003). Jovens Pobres: O Mito da Periculosidade. Em: Fraga, Paulo César Pontes., Lulianelli, Jorge Atílio Silva.(Orgs) Jovens em tempo real. Rio de Janeiro: DP&A.

Corbisier, C. (2011). Grupos e Criatividade: Para uma Clínica mais Humana e Solidária. Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Costa, S.S.G. (2007). Educação, políticas de subjetivação e sociedades de controle. Machado, A.M., Rocha, M.L., y Fernandes, Â.M.D. (Orgs.). (2007) Novos possíveis no encontro da psicologia com a educação. São Paulo: Casa do Psicólogo. v. , p. 15-36.

Deleuze, G. (1992). Conversações. São Paulo: Ed. 34.

Foucault, M. (1992). “A escrita de si”. In O que é um autor? Lisboa: Passagens.

Foucault, M. (1986). Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal.

Freire, P. (2005). Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 42.ª edição.

Freire, P. (2003). Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freire, P. (1979). Educação e Mudança. Paz e Terra. 12ªedição.

Gore, J.M. (1994). Foucault e educação: fascinantes desafios. In: Silva, T.T. O sujeito da educação. Petrópolis: Vozes, p. 9-20.

Guattari, F., y Rolnik, S. (2005) Micropolítica: Cartografias do Desejo. Petrópolis: Vozes.

Kastrup, V. (1999). A invenção de si e do mundo. Uma introdução do tempo e do coletivo no estudo da cognição. Campinas: Papirus.

Lisboa, F.A. (2011). Liberdade, Esquadrinhamento e Singularização: A Análise do Vocacional e os Processos de Escolhas dos Jovens da Maré. Disponível em: http://newpsi.bvs-psi.org.br/tcc/2011/4re-FlaviaA_Lisboa.pdf

Lourau, R. (1993). Análise Institucional e práticas de pesquisa. Rio de Janeiro: UERJ, 1993.

Machado, A.M., Rocha, M.L., y Fernandes, A.M.D. (Orgs.). (2007) Novos possíveis no encontro da psicologia com a educação. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Rodrigues, R.C. (2014). Juventude como capital: a questão criminal e os projetos sociais frente às políticas para os jovens vulneráveis. Curitiba: Juruá.

Simão, M.P. (2013). Cartografias dos jovens como sujeitos políticos: dos espaços de identidade aos espaços de visibilidade. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro.

Viesenteiner, J.L (2006) O estatuto da ética em Deleuze. Ciclos de Seminários PET-Filosofia – UFPR.


Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.


 Revista REXE, ISSN 0718-5162 Versión en línea